sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"Uma questão de sobrevivência"



Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação,
resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam
e se protegiam mutuamente; mas,
os espinhos de cadaum feriam os companheiros
mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros
e voltaram a morrer congelados.
Então precisavam fazer uma escolha:
ou desapareceriam da Terra ou aceitavam
os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver
com as pequenas feridas que a relação
com uma pessoa muito próxima podia causar,
já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram!

Resultado:
O melhor relacionamento não é aquele
que une pessoas perfeitas
mas aquele onde cada um aprende
a conviver com os defeitos do outro
e consegue admirar suas qualidades!!!

"Um beijinho muito grande para a SU"...
Obrigado por esta admirável mensagem de esperança,
de tolerância e boa vontade; aos povos de todo o mundo,
para que se respeitem e aceitem as diferenças, todas fruto da
hipocrisia e preconceito das nossas mentes perversas!
Devemos pôr acima de tudo, o bem comum
mesmo, que isso signifique o nosso desconforto...

"Esta é sem dúvida a grande odisseia para 2010"
Um fantástico ano.
(JB)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Quem não viaja...


Morre lentamente quem não viaja

"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

(Pablo Neruda)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

"Diz quem sabe"



"QUEM POUPA COM FOME, VEM O GATO E COME"
Não gosto nada de dinheiro; ou seja, gasto muito dinheiro!!!
o dinheiro parado estraga-se, ganha vícios... senão o gastar
acho que fico pobre; e faço alguém infeliz!
Dizem-me, olha que andas a gastar muito, um dia faz-te falta...
mas ele faz-me falta agora que estou vivo e de boa saúde,
aliás, dizem que o dinheiro compra tudo, menos a saúde; então???
Em tom de desabafo vão sussurrando... se fosse agora,
que se danasse; sacrifiquei-me não sei para quê!!!
Sempre a pensar na velhice na doença.. o amanhã não existe...
É um desperdicio; dinheiro parado não movimenta o mundo!
Não me consigo imaginar na solidão gélida entre quatro paredes,
com uma boa quantia de dinheiro no cofre e pensar,
de que nada me vale!!! Ai o que podia fazer com ele; aquelas férias
que não fiz e que sacrifiquei a minha familia!!!
ai eu aqui, podia estar além!!!
Quero encomendar leitão e camarão, caviar e salpicão
adormecer a ouvir Frank Sinatra...
acordar na cama quente, com duas matrafonas,
a cheirarem a aguardente...
cantarolar pela manhã e festejar um novo dia...poupem-me!
"Poupa Maria, em casa vazia"
(Texto adaptado)
(JB)


"Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje"
ANTÓNIO VARIAÇÕES

domingo, 29 de novembro de 2009

"Sátira à gripe"


GRIPE
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sózinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer!!!

(Sátira aos homens quando estão com gripe)...
"António Lobo Antunes"